Em uma partida que deixou os tricolores revoltados com a arbitragem, o Bahia perdeu para o Flamengo por 3 a 0 na noite desta quinta-feira (11), no Maracanã, pelo Brasileirão. Após os noventa minutos, o técnico Guto Ferreira fez questão de deixar claro que o time não vai perder o foco e falou em transformar a revolta em atitude dentro do campo. Na próxima quinta (18), o desafio será contra o Sport na Ilha do Retiro.
“Temos uma semana e não vamos sair do foco de jeito nenhum. Essa indignação vai ser revertida em atitude. Vai ser uma partida dificílima, o Sport vem fazendo grandes jogos e temos que fazer o nosso melhor lá”, disse.
O comandante tricolor não poupou críticas ao trabalho realizado por Vinícius Gonçalves Dias Araújo e lembrou que a equipe vem sofrendo com erros dos juízes nas últimas partidas.
“A gente quer sempre pensar o melhor dos profissionais que estão trabalhando. A gente sempre defendeu o vídeo para moralizar o futebol, melhorar a qualidade, mas estão desvirtuando tudo. Errar um lance com a bola andando é uma situação. Errar com vídeo e interpretar como você quer? O problema é que contra o Bahia não foi uma vez. Nos três últimos jogos o VAR disse uma coisa e o árbitro disse outra. O clube vai até a comissão de arbitragem e só vem desculpinhas esfarrapadas, que não resolvem nada! Até quando? Nós temos família para criar, velho. Quem se ferra depois são os profissionais envolvidos! Quem não consegue desenvolver o trabalho são a comissão técnica e jogadores. Muitas vezes o cara erra e é promovido a apitar final de Série D, grandes jogos de Série A, Série B e eles não têm que ir pro microfone. São protegidos. Nós precisamos de lisura! Nós precisamos de lisura”, pontuou.
“A gente sabia que ia ser difícil e a gente tinha o controle da partida. Até aquele momento, tínhamos dado duas estocadas boas que poderiam gerar alguma coisa. Jogar no Maracanã é difícil e ainda mais eles vindo de um resultado ruim. Estamos falando de um finalista da Libertadores. Até aquele momento, o Bahia vinha cumprindo seu papel”, acrescentou.
No intervalo da partida, o time cogitou não voltar ao gramado. De acordou com Guto Ferreira, o atraso foi uma forma de demonstrar repúdio ao que foi decidido pelo homem do apito.
“Indignação total. A gente precisava fazer alguma coisa. O atraso foi uma forma de protesto. Manter o equilíbrio porque o jogo seguia e a gente tinha condições de buscar alguma coisa. Foi o que fizemos, a gente começou bem o segundo tempo. Na minha concepção, o Matheus Bahia não fez falta para o segundo cartão. Houve uma intervenção lateral, uma disputa de bola. Aí perdemos mais um jogador, não bastando a situação do pênalti. A expulsão do Rossi já é outra situação”, destacou.
A margem para o Z-4 diminuiu. O Tricolor está na 16ª posição e tem 36 pontos, enquanto o Juventude é o 17º com 33.