Uma carta assinada por 15 associações e mais de 130 personalidades de diversas áreas (veja lista completa abaixo) pede a embaixadores de oito países no Brasil que se posicionem contra a indicação de Abraham Weintraub, ministro demissionário da Educação, a um dos cargos de diretor do Banco Mundial.
A instituição confirmou que o governo brasileiro indicou Weintraub ao posto no dia seguinte ao anúncio da saída do ministro. Porém, o nome dele deverá ser referendado pelos representantes de oito países que integram o grupo do qual o Brasil faz parte: Colômbia, Filipinas, Equador, República Dominicana, Haiti, Panamá, Suriname e Trinidad e Tobago.
Na carta enviada aos embaixadores desses países, os autores dizem que Weintraub pode causar “danos potencialmente irreparáveis” às “posições dos países dentro do Banco Mundial”.
O texto ainda menciona a agressividade do ministro a cidadãos comuns, jornalistas, parlamentares e juízes do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirma que ele “é a antítese de tudo o que o Banco Mundial procura representar à política de desenvolvimento e ao multilateralismo”.
