O que parecia improvável para Marco Antônio a essa altura da temporada, com a Série A chegando em sua reta final, tornou-se realidade: ele está conquistando a confiança de Roger Machado e, consequentemente, oportunidades na equipe do Bahia. Antes preterido pelo treinador, o meia entrou nos dois últimos jogos, mostrou bom repertório ofensivo e ajudou o time, mesmo na derrota para o Ceará na última rodada.
Marco Antônio ficou nove meses sem entrar em campo. Ele teve uma lesão no pé no início de temporada, retornou em maio e não recebeu oportunidade no Brasileirão ou na Copa do Brasil.
Que fique claro: o que pesou contra o atleta durante todo esse tempo nunca foi a capacidade ofensiva. Roger sempre deixou claro que Marco Antônio precisa evoluir no comprometimento defensivo da equipe, como relatado após o triunfo sobre o Grêmio.
“A parte ofensiva sei que… Hoje ele nada mais fez do que faz todo dia no treinamento. Pegou a bola no fundo e vai para cima do adversário, em 90% das vezes, ele tem vitória pessoal. O que faltava era o compromisso defensivo”, disse o treinador.
Foi justamente contra o Grêmio que ele recebeu a primeira oportunidade. E não decepcionou. Foi dele a jogada que originou o pênalti convertido por Arthur Caíke.
Na rodada seguinte, contra o Ceará, ele deu assistência para o gol de Artur, que poderia selar o triunfo tricolor, porém a equipe sofreu a virada nos minutos finais.
De uma partida para a outra, Marco Antônio ganhou minutos em campo. Contra o Grêmio, ele atuou por cerca de 25 minutos. Diante do Ceará, ele entrou no intervalo e jogou por cerca de 45 minutos.
Em ambas as oportunidades, Marco entrou na vaga de Alejandro Guerra, que tem tido atuações instáveis e enfrenta resistência da torcida. Com as boas atuações, o jovem meia vai se credenciando para brigar por uma vaga na equipe titular, porém, para isso, precisa se adaptar ao esquema de Roger Machado, que usa o 4-3-3, com dois homens de meio à frente do volante mais recuado, formando um triângulo.
Nesse desenho, os três jogadores de meio, sejam eles meias, como Guerra e Marco Antônio, ou volantes, como Gregore e Flávio, precisam ajudar e serem combativos na marcação. Não à toa, o Tricolor tem a 5ª melhor defesa da Série A, com 24 gols sofridos.
Para tentar se reabilitar da derrota para o Ceará, o Bahia recebe o Internacional neste sábado, em partida marcada para 19h (horário de Brasília), na Arena Fonte Nova.Foto: Felipe Oliveira/EC Bahia