Por ANTONIO MASCARENHAS
Médicos cirurgiões que atuam no serviço de cirurgia oncológica do UNACON, funcionando nas dependências da Santa Casa de Misericórdia de Santo Antonio de Jesus, expressaram profunda preocupação em face da não realização de repasses dos honorários referentes aos procedimentos cirúrgicos realizados desde FEVEREIRO/2025.
Eles que, no dia a dia, realizam em torno de 40 a 50 procedimentos cirúrgicos por semana, além de atendimentos ambulatoriais regulares. Asseveram que a falta de pagamentos há vários meses tem tornado insustentável a continuidade das atividades laborativas nessa importante unidade de saúde.
No último dia 05 de novembro, a equipe de cirurgiões formularam um pleito à Direção da Santa Casa de Misericórdia e à Coordenação do UNACON (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia) com as seguintes reivindicações: 1- Previsão clara e formal da regularização dos pagamentos pendentes; 2-Apresentação de um plano detalhado de quitação dos honorários atrasados, contendo as datas previstas para cada repasse e a estratégia de regularização completa da situação.
Na oportunidade, concederam um prazo de 30 (trinta) dias a partir da data do recebimento do pleito para que pudesse ser apresentada uma devolutiva formal com as propostas de regularização e cronograma de pagamentos.
Destacaram, ainda, que, caso não houvesse cumprimento desse prazo ou avanço efetivo na resolução do problema, a equipe postulante iria reduzir de forma conjunta e progressiva, suas atividades cirúrgicas e ambulatoriais para 30% a 50% da capacidade atual, até que fossem adotadas as medidas necessárias e tempestivas. Ressaltaram, ainda, na missiva, que alguns dos profissionais se viam obrigados a diminuir suas atividades devido à situação financeira.
Asseveraram que a intenção deles seria a de preservar o plano de funcionamento do serviço e assistência aos pacientes oncológicos, mas que, para isso, seria imprescindível que houvesse respeito e valorização profissional, com o cumprimento dos compromissos assumidos.
FALTA DE DIÁLOGO
Diante do exposto, colocaram-se à disposição para diálogo e construção conjunta de uma solução plausível que assegurasse a continuidade e a qualidade do atendimento à população.
Por conta disso, a equipe teve, infelizmente, que reduzir a carga horária de cada profissional em 50 e 70%
Obtivemos informações que, na data de hoje, 05 de dezembro, foi efetuado pagamento referente aos meses de fevereiro e março/25.
Em que pese pagamento realizado, a equipe requer uma reunião visando alinhar uma situação que possa viabilizar, o quanto antes, o débito reinante, dos 08 meses ainda em atraso.
SAÚDE DA REGIÃO NA ALÇA DE MIRA
Convenhamos que uma situação dessa magnitude não deveria estar acontecendo no seio de uma instituição séria e que tem compromisso com a saúde de dezenas de municípios da região.
Partindo da premissa que a instituição recebe recursos dos governos estadual e federal, seria de bom alvitre que a direção do UNCOM, com apoio dos políticos do município e região possam, deveras, tomar providências enérgicas e tempestivas para resolver, o quando antes, essa vexatória e lamentável situação.
Ademais, o espaço está aberto para que as instituições em epígrafe possam se manifestar, mesmo porque o que está em jogo é a saúde da população.














