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Empresa de e-commerce deve investir em segurança de dados

Com o advento da internet e a crescente expansão dos negócios online, os consumidores estão procurando cada vez mais empresas que possam garantir a segurança de seus dados pessoais. Pesquisa global recente feita pela Experian constatou que sete em cada dez negócios online brasileiros tiveram prejuízos em 2018 por conta de fraudes. A mesma pesquisa divulgou que 80% dos consumidores afirmaram que quanto mais transparente o negócio online demonstra ser, mais confiança eles terão em fazer compras no site, e 61% confiam mais em bancos e seguradoras do que qualquer outra empresa para proteger seus dados.

Apesar da grande quantidade de empreendimentos prejudicados no ano passado por conta das fraudes, este índice, na verdade, tem diminuído ao longo dos anos. De 2017 para 2018, o índice de fraudes no e-commerce brasileiro caiu 27,3%, como indica a terceira edição do estudo Raio-X da fraude, disponibilizado pela Konduto, empresa especializada em tecnologias antifraude para lojas virtuais e meios de pagamento.

Alvos fáceis

"Acontece que esses negócios se tornam objeto de desejo de criminosos por conta de que ainda existe certa facilidade para cometer as fraudes", aponta Anselmo Bonservizzi, porta-voz da Deloitte, empresa conhecida por exercer projetos na área de Risk Advisory. "Além, é claro, da sensação que essas pessoas têm de que nunca serão pegas, pois, diferentemente de um assalto à mão armada, é possível se camuflar no meio virtual", reforça.

Caso você seja um consumidor e perceba que foi vítima de uma fraude, tente imediatamente contatar a loja na qual a compra foi realizada, já que muitas vezes eles mesmos podem não saber do ocorrido. Caso não seja eficiente, é possível contatar seu banco, em caso de clonagem do cartão, o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e até mesmo delegacias especializadas.

"As empresas, no passado, tentavam soluções caseiras, mas isso hoje não existe mais. Existem empresas operando nesse mercado de forma muito eficiente, cada qual com sua tecnologia", lembra Daniel Bento, membro da diretoria da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). "É importante consultar se a plataforma de e-commerce que ele usa já tem integração com empresas que oferecem esse serviço para evitar fraudes ou ainda buscar soluções que mais lhe atendem", aconselha.

Ativar alarme

Utilizar ferramentas antifraude é importante não só para a proteção dos dados dos clientes como também para a proteção do próprio e-commerce. Estima-se que, caso uma loja virtual não utilize nenhuma proteção em seu site, em algum momento, cerca de 90% dos pedidos serão realizados por fraudadores.

"Fazendo uma nova analogia, seria como se todos os bandidos de uma cidade soubessem que uma determinada agência bancária está com o alarme desativado, todos atacariam aquela agência por ser o alvo mais fácil. Então jamais operem um e-commerce sem antifraude", reforça Bento.

Em agosto de 2018 foi sancionada, pelo então presidente Michel Temer, a Lei nº 13.709/2018, ou Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que tem o objetivo de controlar o uso dos dados que identificam uma pessoa, como nome e sobrenome, CPF e RG, e dados pessoais tidos como sensíveis, que são aqueles que podem gerar qualquer tipo de discriminação, como origem racial e étnica, religião, sexualidade, opinião política, entre outros.

"É uma lei de extrema importância, pois, com a grande participação das redes sociais na vida das pessoas e a crescente opção por fazer negócios em lojas virtuais, basicamente todo mundo tem o seu CPF", exemplifica Anselmo Bonservizzi. "Dessa forma, o acesso aos dados do cartão de crédito por terceiros poderá ser limitado, além de uma maior fiscalização para empresas que possam vir a infringir o acesso a esses dados", esclarece.

*sob a supervisão da editora joyce de sousa (interina)


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