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Bolsonaro critica questão do Enem sobre gays e promete exame com temas 'úteis'

Além de ser criticada pelo deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL), a questão 37 da prova do Exame Nacional do Ensino Médio que tratava do "dialeto secreto" utilizado por "gays e travestis", também foi desaprovada pelo presidente eleito e pai do parlamentar, Jair Bolsonaro (PSL). O sucessor de Michel Temer afirmou que sua gestão no Ministério da Educação "não tratará de assuntos dessa forma".

"Uma questão de prova que entra na dialética, na linguagem secreta de travesti, não tem nada a ver, não mede conhecimento nenhum. A não ser obrigar para que no futuro a garotada se interesse mais por esse assunto. Temos que fazer com que o Enem cobre conhecimentos úteis", disse o futuro presidente do país em entrevista no programa Brasil Urgente, da Band.

O presidente eleito negou que pretende acabar com o Enem, mas afirmou que o novo governo não vai "ficar divagando sobre questões menores". "Ninguém quer acabar com o Enem, mas tem que cobrar ali o que realmente tem a ver com a história e cultura do Brasil, não com uma questão específica LGBT. Parece que há uma supervalorização de quem nasceu assim", disse.

A questão criticada tanto por Bolsonaro, quanto pelo filho Eduardo, traz um texto sobre "pajubá, o dialeto secreto dos gays e travestis" e questionava o candidato quanto aos motivos que faziam a linguagem se caracterizar como "elemento de patrimônio linguístico".


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