Cidades


Notícias



Colunistas


Notícias

Projeto de fotógrafa baiana evidencia a diversidade do corpo feminino

Milena Abreu seguia vários perfis que postavam fotos de nu feminino no Instagram e percebeu que, na maioria das vezes, eram fotografados por homens que se apropriavam do discurso feminista mas não mostravam a diversidade das mulheres em suas fotos. “Foi aí que percebi que tinha alguma coisa errada nessa representação. Eram pautados muito com essa questão de mulheres-padrão, eram mais fotos bonitas do que significativas”.

Foi por isso que a fotógrafa e jornalista elaborou seu trabalho de conclusão de curso que deu origem ao projeto Feminua (@feminua), com a vontade de mostrar o corpo feminino através de outra perspectiva – com mulheres de todas as idades, corpos e etnias. Fotografando para o Feminua desde julho de 2016, Milena já conseguiu perceber como a autoestima das mulheres é afetada com as fotos. ”Muitas resolvem fazer o ensaio justamente porque andam se sentindo mal e querem se valorizar ou estão começando a se amar mais e querem mostrar para o resto do mundo esse amor”.

Ela divulga seu trabalho, principalmente, através do Instagram e afirma que sofre muito com a censura. Muitas fotos já foram excluídas por conta de denúncias, e a saída que ela encontrou foi postar fotos com tarjas ou desfocar partes do corpo que não podem ser exibidas na plataforma. “Fazer isso é horrível porque muda o sentido da imagem, é muito doloroso de fazer”, diz.

Em fotos mais recentes, ela resolveu retratar o prazer feminino de uma forma velada. Essa necessidade surgiu através de conversas que ela tinha com algumas mulheres e percebeu que o sexo ainda era tratado como um tabu e que muitas não conheciam o próprio corpo. O que era um trabalho acadêmico hoje se tornou um projeto de vida: Milena pretende lançar um zine com suas fotos e fazer exposições para as pessoas terem acesso ao seu trabalho da maneira que ele é.

 
 


Categorias

Arte e Cultura Bahia Mulher Opinião

Enquete


PodCast