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Bicicletas ganham mais adeptos como meio de transporte

Por Jordânia Freitas 

Salvador ainda não se parece com Bruxelas, muito menos  com  Amsterdan, mas a população da cidade ganha cada vez mais opções para pedalar e começa a incorporar a bicicleta em seu dia a dia  não só como um instrumento de lazer, mas um meio de transporte. Além dos 200 quilômetros de ciclovias já implantadas, também há opções para quem quer alugar os equipamentos nos chamados biciclômetros do projeto de compartilhamento de bicicletas do programa Bike Salvador.  

Cerca de 90 "laranjinhas" estão disponíveis em locais estratégicos da cidade, como Porto da Barra, Ondina,  Largo da Vitória, Pelourinho, Avenida  Centenário e Piedade. Em funcionamento na capital baiana desde 2013, dez novas estações do projeto realizado pela prefeitura em parceria com um banco privado foram inauguradas no último mês de abril. No total, Salvador vai contar com 50 estações e 400 bicicletas ao final da implantação. 

O turismólogo Mateus Aresi, de 31 anos, raramente utiliza transporte público ou carro particular para ir ao trabalho. Morador do Rio Vermelho, o gaúcho que vive há pouco mais de ano em Salvador desde que chegou à capital baiana se locomove todos os dias  de sua casa até o escritório, em Ondina, com uma dessas bicicletas.  

“Eu acho até mais rápido do que pegar ônibus. Tem uma estação na porta de minha casa e outra na frente da casa de minha sócia. Eu gosto de pedalar também, então eu estou unindo  a questão da mobilidade e do tempo com o exercício. Eu transformo minha ida ao trabalho já em um exercício”, revelou.  

Esse também é o caso de Walter César da Silva Cerqueira, de 38 anos. O professor participa de competições de ciclismo faz cinco meses, mas utiliza a bicicleta como meio de transporte há 10 anos. Apesar de nunca ter experimentado o sistema de bike compartilhada, ele diz que a iniciativa é válida. 

“Eu sempre andei de bike aqui em Salvador e o transporte urbano eu deixei de lado. Quando eu estudava na Ufba, em Ondina, e  morava  no Caminho das Árvores, eu  ia  e  voltava todo dia de bike. Então, a bike era como se fosse minhas pernas”, brincou o professor.  

Apesar disso, Walter critica a quantidade de ciclovias e ciclofaixas existentes na cidade. Para ele, o número é insuficiente para atender a demanda e muitas vias que considera importante para a locomoção não possuem o dispositivo. “Às vezes eu preciso pedalar da Avenida Garibaldi até o Iguatemi e não tem ciclovia”, lamentou.  

Os planos para usar as “laranjinhas” podem ser adquiridos pelo site Bike Itaú, aplicativo ou na própria estação. Os valores dos planos são R$8 (diário), R$10 (mensal) e R$100 (Anual). Somente o plano de um dia pode ser comprado diretamente nas estações, com um cartão de crédito. A bike pode ser retirada em uma estação e deixada em outra, dentro de um tempo limite. 

Nova ciclovia  

No início deste mês, o governador Rui Costa inaugurou o novo canteiro central da Avenida Paralela, com a implantação de ciclovia e pista de corrida. O novo equipamento interliga as ciclovias das avenidas Pinto de Aguiar e Orlando Gomes. Com 12 km de extensão e 2,60 m de largura, mesmo padrão adotado na cidade, a ciclovia da Paralela foi construída com piso em concreto armado pigmentado. Já a pista de caminhada e corrida conta com 2,50 m de largura.  

O percurso, que tem início na altura do Hospital Sarah e segue até a Estação Mussurunga de Metrô, é sinalizado com marcos quilométricos e tem iluminação cênica e direcional em LED, com postes a cada 22 m. As pistas são integradas a todas as passarelas que ligam as estações de metrô e entorno.  

O  metrô também passou a permitir o embarque de bicicletas nos trens recentemente. São permitidas duas bikes por trem, sempre no último vagão, aos sábados, a partir das 14h, e nos domingos e feriados durante todo o horário de funcionamento do sistema.


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