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Empresa produz clones de cacaueiros de alta produtividade e resistentes a doenças

A Biofábrica de Cacau, em Ilhéus, está sendo apontada como um importante instrumento para a melhoria da qualidade e da produtividade do cacau. Trata-se da primeira empresa no mundo destinada à produção em escala industrial de clones de cacaueiros, conforme o diretor Lanns Almeida. Ele contabiliza que são 40 mil metros quadrados de extensão, com capacidade de armazenar 4,8 milhões de plantas em 20 viveiros, "onde está instalado um dos maiores laboratórios de micropropagação do pais, além de um banco de dados e conhecimentos em protocolos técnicos e científicos certificados por órgãos renomados".

O diretor da Biofábrica de Cacau ressalta que estão sendo desenvolvidos na empresa, que é vinculada ao Governo do Estado, experimentos de melhoramento genético e certificação. “Estamos produzindo material de alto valor agronômico agregado, com certificação do Ministério da Agricultura, qualidade e acessibilidade aos produtores. Isso tem um impacto positivo na base produtiva, especialmente na Agricultura Familiar, bem como na conservação dos ativos florestais, já que atuamos na produção de mudas para restauração da mata nativa”, explica.

Com o objetivo de ampliar as novas tecnologias de produção na região foi criado o Centro de Inovação do Cacau (CIC), que funciona na Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). O equipamento é parte do Parque Científico e Tecnológico do Sul da Bahia (PCTSul), uma parceria do Governo do Estado com a Comissão Executiva Plano da Lavoura Cacaueira (CEPLAC), Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), Instituto Federal da Bahia (IFBA) e Instituto Federal Baiano (IFBaiano).

O diretor do Centro de Inovação do Cacau , Cristiano Vilela, explica que o CIC tem foco na criação e inovação da cadeia produtiva do cacau e do chocolate, realizando serviços como análises físico-químicas e análise sensorial, em busca da melhoria da produtividade, qualidade e rastreabilidade das amêndoas e, com isso, viabilizando o fortalecimento da inserção do cacau baiano nos circuitos produtores de chocolates finos e de origem.

A unidade oferece, ainda, equipamentos com tecnologia de última geração e deverá instalar uma planta industrial que permitirá aos produtores a fabricação de marcas regionais de chocolates finos. “Esse trabalho permite o mapeamento de agricultores e a abertura de novos mercados. Estamos atuando no sentido de que o Brasil seja reconhecido como um país que produz cacau de qualidade, especialmente na Bahia, valorizando o chamado cacau com certificado de origem”, completa Cristiano Vilela.


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