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Chumbinho é vendido livremente em Salvador apesar de proibição

Por Rayllanna Lima
Produto clandestino e irregularmente utilizado como raticida, o chumbinho, veneno que mata até seres humanos, é vendido livremente pelas grandes feiras da capital baiana. É difícil encontrar o produto exposto, mas nas feiras de Sete Portas e São Joaquim, basta perguntar onde o raticida pode ser adquirido que logo será direcionado ao vendedor mais próximo.
Nossa equipe de reportagem percebeu a facilidade da comercialização do chumbinho ao tentar realizar uma compra. Até mesmo aos redores das feiras, donos de barraquinhas têm o produto para ofertar.
Ao chegar à Feira das Sete Portas questionamos ao primeiro comerciante localizado, que prontamente nos auxiliou, mas ponderando recomendações. “Têm duas pessoas que vendem aqui na entrada. A senhora vai ali. Mas não vá comprar para tomar não, viu?!”, aconselhou.
De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto clandestino não possui registro nem no órgão nem em nenhuma outra entidade do governo
Em um dos pontos dos quais flagramos a venda - sem qualquer tipo de fiscalização - também era comercializado diversos itens como vasos de jarro, incensos, velas e outros materiais.
Ao ser questionado pelo chumbinho, o vendedor logo anunciou: “Tem, sim. O frasquinho é R$ 5”. Pedimos para ver o material, quando ele abriu um dos jarros de barro onde guardava todo seu estoque: em torno de 30 pequenos frascos.
Perguntado sobre os efeitos, o vendedor tentou explicar. “O animal que você der, vai matar. Se é pra rato, e tiver gato ou cachorro, tem que prender aí por um dia”, disse.
Somente este ano, pelo menos 68 pessoas sofreram intoxicação por ingerir chumbinho. Segundo a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), 24 óbitos pelo mesmo produto foram registrados no estado. Tribuna da Bahia


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