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Veja como o quinto dia de greve dos caminhoneiros impactou a rotina da população

Greve dos caminhoneiros
Os caminhoneiros seguem em protesto em mais de 20 Estados do País contra a alta do diesel. As manifestações afetam mais de 200 trechos de rodovias federais. Em São Paulo, postos na capital, no interior e no Vale do Paraíba estão sem combustível nas bombas. No Rio, o diesel não chegou às garagens de ônibus, e motoristas enfrentaram filas em vários postos. A paralisação também afetou a entrega dos Correios que suspenderam temporariamente as postagens. A Petrobrás decidiu na quarta-feira (23) reduzir em 10% o valor médio do diesel comercializado em suas refinarias, equivalente a R$ 0,2335 por litro para as distribuidoras. Para o consumidor, o impacto pode chegar a uma redução de R$ 0,25 na bomba 

Mesmo após o governo anunciar um acordo para encerrar a greve com os caminhoneiros, na noite desta quinta-feira, 25, interdições foram mantidas pelas rodovias do País. O protesto, que chegou ao quinto dia nesta sexta-feira, afetou serviços básicos como hospitais, coleta de lixo, aeroportos e transportes, abastecimento e até mesmo programações culturais. Como uma possível medida para o impasse, opresidente Michel Temer acionou as forças de segurança nacionais para desbloquear rodovias. 

Aeroportos. Na noite desta sexta-feira, 14 aeroportos ficaram sem reserva de combustível. Entre os privados, Brasília (DF) e Viracopos (SP) não possuíam mais querosene para abastecer os aviões. Entre os da Infraero, Carajás (PA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL), Receife (PE), João Pessoa (PB), Joinville (SC), Vitória (ES), Ilhéus (BA), Aracaju (SE) e Palmas (TO). Ainda operavam com restrições, devido à falta de combustíveis, os aeroportos de Goiânia (GO), Curitiba (PR), Campina Grande (PB), Imperatriz (MA), Porto Alegre (RS), Fortaleza (BA), Confins (MG), Florianópolis (SC) e Salvador (BA).

Transportes. Na cidade de São Paulo, a SP Trans informa que durante o início da manhã desta sexta-feira, as empresas conseguiram circular com 60% da frota programada. Houve dificuldade por parte dos passageiros para conseguir se deslocar pela cidade. A São Paulo Transporte (SPTrans) informa que deve operar neste fim de semana com 40% da frota. O índice de segunda-feira dependerá da quantidade dos estoques e de novas compras que puderem ser realizadas. O serviço parcial será mantido graças à compra de 240 mil litros de óleo diesel. Apesar da compra, a SPTrans informa que o combustível continuará sendo usado de forma racionada.

Coleta de lixo. Após ter interrompido a coleta de lixo nesta sexta-feira, a Prefeitura de São Paulo informou que a coleta de lixo domiciliar está mantida para a noite desta sexta, 25 e para o sábado, durante o dia. As empresas que realizam a coleta irão reavaliar os estoques ao final do trabalho para decidir se conseguirão realizar a coleta noturna de sábado.

Saúde. A Santa Casa de São Carlos e o Hospital Samaritano de Sorocaba cancelaram as cirurgias que estavam marcadas a partir desta sexta por causa do desabastecimento de insumos hospitalares gerados pela greve de caminhoneiros no País.Segundo o médico Yussif Ali Mere Jr, presidente da Federação dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo (Fehoesp), a situação dos hospitais está no limite. "Caso a greve persista no fim de semana, será o caos. A maioria dos hospitais precisa repor oxigênio entre segunda-feira e terça-feira, pois as reposições ocorrem semanalmente, salvo exceções", alertou o presidente, em nota.

Educação.Ao menos 11 universidades públicas suspenderam parcial ou totalmente as atividades acadêmicas e administrativas nesta sexta-feira, 25, em função dos reflexos da greve dos caminhoneiros. Em oito instituições, as aulas foram canceladas e em outras duas, a reitoria recomendou que os professores não aplicassem atividades de avaliação. 

© Wilton Júnior / Estadão Conteúdo Mesmo após governo ter anunciado acordo com caminhoneiros, paralisações ocorreram por todo País Distribuição. A Ceasa, principal central de abastecimento do Estado do Rio de Janeiro, registrou a entrada de apenas 38 caminhões nesta quinta-feira, 25, 10% da média diária de cerca de 380. Os supermercados seguiram desabastecidos, e a previsão de normalização do abastecimento dos supermercados ainda poderia levar de 5 a 10 dias mesmo no caso de haver o desbloqueio de estradas, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras).

Combustíveis. No estado de São Paulo, com oquinto dia de greve dos caminhoneiros, já falta o combustível em postos de diversas cidades. Na capital, sem receber combustível desde terça-feira, 22, os postos estão 100% sem gasolina e etanol, segundo o Sindicato do Comércio de Derivados de Petróleo de São Paulo (Sincopetro).

Programações culturais. Ao menos quatro espaços culturais em São Paulo cancelaram ou adiaram algumas atividades programadas por conta de dificuldades de logística ou recolhimento de parte da frota dos ônibus, em decorrência da greve dos caminhoneiros, iniciada na segunda feira, 21.

Setor produtivo. De acordo com levantamento feito pelo Estadão/Broadcast, pelo menos 11 mil veículos deixaram de ser produzidos devido à paralisação dos caminhoneiros. Sem componentes, oito fábricas de eletroeletrônicos pararam suas atividades, . Além disso, o setor de proteína animal calcula que os cinco dias de greve devam render um prejuízo de R$ 1 bilhão.Veja


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