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Qual a relação entre a "parada dos caminhoneiros" e a "trava do fiofó”?

 

Por ANTONIO MASCARENHAS

Mais do que justa, a greve dos caminhoneiros não é nada mais do que a eclosão de todo um sentimento de angústia que permeia no seio dessa importante classe de trabalhadores que, no dia a dia, deixam suas famílias para, literalmente “na estrada” enfrentar uma série de dissabores, arriscando suas vidas sobre rodas e diante de forte calibres que, aqui ou acolá lhes são apontados. 

Sejam estradas em péssimo estado de conservação, nos diversos rincões desse país de dimensões continentais; sejam as mais diversas situações que corroem, em suas entranhas, para cumprimento de suas funções de transportar o progresso, “do Arroio ao Chuí”, eles, na solidão em que se encontram, nas estradas da vida, vêem, no dia a dia, suas aspirações se exaurirem, em face da falta de valorização e de melhores condições de trabalho.

Caminhoneiros que, depois das despesas para manutenção dos veículos de suas propriedades ou das empresas às quais prestam serviços, ficam a mercê de fretes ou salários que não cobrem o labor do dia a dia. No momento em que  resolvem, literalmente, “gritar” é porque  seus lamentos, nas noites infindáveis, nos dias ensolarados ou chuvosos, já não fazem efeitos.JARGÃO POPULAR:  ”Se o C.... trancar, estrangula tudo...nada funciona”.

Nada mais sublime  do que a sabedoria popular. Assim como outras máximas, outros jargões, por demais conhecidos, a exemplo de “macaco velho não mete a mão em cumbuca”, “em terra de cego quem tem um olho é rei”, “farinha pouca, meu pirão primeiro”,  esse jargão é fruto de toda uma experiência, toda uma vivência que eclode, que brota do senso comum.

Se, por exemplo, determinado órgão do corpo humano, a exemplo do excretor, "trava", acaba "não saindo nada...!". Por conta disso, os demais órgãos, em que pese "hipotética independência",  acabam indo à falência. Rins, fígado, intestino, etc., etc. acabam por não realizar a contento suas funções, levando o organismo à morte prematura. No corpo humano, como em outras esferas, há órgãos que dependem um do outro "mas que, por si só, são estratégicos". 

Com relação ao país, acontece o mesmo no que concerne "à greve dos caminhoneiros". São esses briosos profissionais que transportam as divisas, as riquezas, o desenvolvimento. Se postos não têm combustíveis para vender, caminhões e veículos não vão poder circular. Começa a falta de alimentos, de remédios, enfim, de produtos necessários à satisfação dos seres vivos e, em especial, dos humanos. Com o agravamento, os saques aos supermercados e 

Na nossa concepção a paralização é mais que justa, mesmo porque, a classe trabalhadora deve ser, sempre, ouvida em seus anseios. A população não deve ficar a mercê de interesses econômicos das multinacionais. Obviamente, a paralização tem que ser feita de forma responsável, não prejudicando transportes “cargas vivas” e situações que digam respeito à saúde da população.  Imperativo, também, que não haja casos de violência. Infelizmente, determinados sindicatos acabam cedendo, enfraquecendo moveimentos. 

Ademais, torcemos para que prevaleça o entendimento entre as partes (governo, empresários e empregados) e que os preços que venham ser praticados sejam justos, tanto para o díesel, gasolina, álcool e outros derivados. A população não deve ser penalizada, pagando, sozinha, a conta decorrente de toda uma aberração que vem ocorrendo no seio político-econômico neste país.Sabemos que toda essa situação vivenciada no país é fruto de toda uma degradação que vem se somatizando ao longo dos últimos governos. O importante é que há uma luz ao final do túnel, desde que a população, como nesse caso, mantenha-se unida, lutando pelos seus direitos. Inserção de imagem divulgação. 

 

 


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