Cidades


Notícias



Colunistas


Notícias

Tradição de 1º de abril não deve incluir ‘fake news’

Quem nunca caiu ou já foi protagonista de uma mentira clássica do dia 1ª de abril? Essa tradição, que começou na França imperial do século XVI, levanta, hoje, o debate sobre o significado social de o indivíduo compartilhar uma informação falsa: afinal, mentir é ruim ou é algo intrínseco ao comportamento humano? Para o psicólogo Ury Pellegrini, existem aqueles que mentem para “ocultar” uma insegurança pessoal e outros que manipulam os fatos com o objetivo de serem aceitos na sociedade.

Mentir, segundo o psicólogo, pode ser uma prática compulsiva, já que há pessoas diagnosticadas com o transtorno da mitomania, e até algo “irresponsável”, quando se trata de uma mentira para destruir a reputação de alguém.Quanto a esse comportamento, Uri exemplifica as mentiras disseminadas nas redes sociais. “Ao compartilhar notícias falsas, o indivíduo está sendo inconsequente com as pessoas, e até mau caráter, porque ele sabe que está divulgando um conteúdo manipulado”.

A prática de disseminar notícias falsas nas redes sociais também é criticada pela cozinheira Marluce Góes, 28 anos. Ela, que diz reprovar “qualquer tipo de mentira”, conta que no ano passado, ficou assustada ao receber um boato sobre a morte do ator Renato Aragão, intérprete do personagem infantil Didi.

“Quando li a notícia, achei que era brincadeira de 1ª de abril. Quase compartilhei no grupo de amigas. Mas, eu pesquisei em sites de jornalismo, e vi que não tinha acontecido nada com Renato Aragão ”, relata Marluce, satisfeita por ter conferido a informação, antes de compartilhar uma mentira.

Não se deve acreditar em tudo que se lê no aplicativo Whats App ou nas redes sociais. Pelo menos essa é a recomendação do jornalista Yuri Almeida.

Ele defende a internet como meio facilitador da comunicação, mas reconhece que o cenário virtual é “terreno fértil” para a disseminação das notícias falsas.

“Por isso, ao se deparar com uma informação nas redes sociais, o usuário deve consultar se algum site jornalístico já publicou o fato. Caso essa informação não esteja nesses portais, há uma grande possibilidade de ela ser falsa”, diz Yuri.

O carpinteiro Josivaldo Brito, 42, segue a recomendação do jornalista sobre checar a notícia antes de divulgá-la. Ele, que admite já ter mentido bastante quando era mais novo, mudou a postura e, atualmente, não admite “qualquer tipo de informação falsa”

“Meu celular está cheio de mensagens sobre o saque do FGTS, mas pesquiso nos aplicativos [de celular] dos jornais, e não vejo nada disso. Quem é doido de compartilhar esse tipo de notícia?”, questiona o carpinteiro.

*Sob a supervisão do jornalista Luiz Lasserre


Categorias

Brasil Charges - Humor Comportamento Curiosidades

Enquete


PodCast