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Dia da Escola – 15 de março (A Escola e sua reinvenção)

Sala de aula do Villa Campus de Educação

A Escola e sua reinvenção

Uma data como a do Dia da Escola, comemorada neste 15 de março, deve servir como motivo para uma reflexão profunda acerca dos ambientes acadêmicos. É um momento oportuno para se pensar sobre a sistemática habitual de ensino e sobre como tornar o estudante cada vez mais autônomo, ajudando-o a assumir as rédeas do seu desenvolvimento.

Para refletir essa temática, é importante entender o significado da terminologia “ser”, que segundo o dicionário Aurélio significa “ter identidade”. Nessa perspectiva, “ser” estudante é, em primeira análise, identificar-se com o ofício de estudar, buscando e construindo conhecimentos sobre si, sobre o outro e sobre o mundo. Assim, será possível desenvolver habilidades e competências para uma vida de sucesso.

É comum encontrarmos estudantes que encaram a escola como um fardo pesado, por conta das diversas exigências acadêmicas. Porém, enxergar o labor de estudante apenas como o cumprimento de uma rotina árdua e maçante é esquecer-se do estudo como fonte de conhecimento, de inovação, de ascensão intelectual, social e cultural.

Como postulava Paulo Freire: “o conhecimento exige a presença do sujeito, requer uma ação transformadora, demanda uma busca constante e implica em invenção e reinvenção”. Para atingir tal exigência, a escola deve incentivar a participação ativa de todos nos processos de aprendizagem, sobretudo a do estudante.

Portanto, promover uma reflexão consistente sobre o ofício de estudante é um dos principais desafios da escola, pois não requer apenas uma explanação conceitual, mas a vivência prática e reflexiva sobre a importância dos estudos e de suas implicações na vida de cada um e no desenvolvimento da sociedade como um todo.

Também é papel da escola equilibrar a pressão por resultados com uma formação verdadeiramente integral e significativa, capaz de garantir autonomia e independência aos estudantes, que se tornarão cada vez mais protagonistas dos seus próprios processos de aprendizagem.

Fato é que, para enfrentar os desafios contemporâneos, a escola tem buscado se reinventar, deixando para trás a educação bancária que fazia do estudante um mero depósito de conhecimentos prontos. Nesse caminho, tem buscado implementar metodologias mais adequadas, capazes de criar o comprometimento necessário para que o estudante se construa como sujeito do próprio conhecimento. Diante do dilema de William Shakespeare – “ser ou não ser, eis a questão” –, escolhemos SER, e fim de questão.

Karileny Carena Lima

Pedagoga no Villa Campus de Educação, licenciada em Letras, pós-graduanda em Psicopedagogia Clínica e Institucional, especializando em MBA em Gestão Escolar.Por Karileny Carena Lima, Ascom  Andrea Castro. 


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