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Cortejo Afro faz vaquinha para sair no Carnaval; famosos fazem campanha

A proximidade dos 20 anos de tradição do Cortejo Afro no Carnaval de Salvador não tem sido apenas motivo de festa, mas um antigo tormento. Falta verba para arcar com as despesas de colocar o bloco na rua, que incluem custo com tecidos e adereços das fantasias, além de gastos com músicos e trio elétrico. A alternativa encontrada para tentar melhorar o caixa, este ano, foi lançar uma campanha de financiamento coletivo.

O bloco está garantido no circuito Dodô (Barra/Ondina) na sexta-feira (8) e no Osmar (Campo Grande), no domingo (9) e na segunda (10). Mas, o presidente do bloco, Alberto Pitta, recorreu às doações online quando percebeu que as finanças não conseguiriam dar conta de todas as despesas.  “A campanha é muito mais que o valor dela. Até porque fazer um bloco como o Cortejo é caro. A elegância não é cara, mas a sofisticação sim. Como o Cortejo é as duas coisas, acaba sendo muito caro: tecidos, adereços, músicos”, contou Pitta, ao CORREIO

O projeto, na verdade, é mais uma forma de dar visibilidade à "falta de patrocínios por empresas privadas aos blocos afro”, segundo o artista plástico. “O valor ali colocado não é determinante para garantir a saída do bloco, senão todo mundo vai achar que 30 mil paga o bloco”, explica. O Cortejo Afro fixou uma meta de R$ 60 mil e, até esta quarta (7), conseguiu R$26.265,00, no link

O Cortejo recebeu R$ 30 mil da BahiaGás e R$ 117 mil da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult-BA), por meio do edital Ouro Negro. Blocos afro como o Olodum e o Ilê Ayê receberam R$ 300 mil cada. Os pagamentos, explica a Secult, são proporcionais aos custos dos inscritos, como “fardamento, transporte de qualquer natureza, materiais empregados, inclusive ferramentas, utensílios e equipamentos utilizados”. O edital credenciou 92 entidades, entre blocos afro e de índio, afoxés e blocos de samba e reggae de Salvador.

Parcerias
Artistas como Camila Pitanga, Lázaro Ramos, Tuzé de Abreu e Luiz Zerbini aderiram à campanha, lançada no dia 18 de janeiro. O homenageado do ano pelo bloco, Caetano Veloso, também não ficou de fora. Em vídeo, o músico pede ajuda para o Cortejo – para ele, “uma das coisas mais bonitas do Carnaval da Bahia”.

Já Mariene de Castro prestará sua homenagem e solidariedade no desfile de domingo. O presidente do bloco contou ao CORREIO que a participação da cantora é uma forma de retribuir a “tudo o que o Cortejo fez por ela no início da carreira”.

São os admiradores do bloco, no entanto, quem mais incentivam o projeto e fazem o Cortejo brilhar. “O público é de uma fidelidade tamanha. O que queremos é que as pessoas façam esse sonho acontecer”, finalizou Pitta.Correio da Bahia


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