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Locutor na tragédia da Fonte Nova, Silvio Mendes critica impunidade: "Vistas grossas"

Nesta sexta-feira (24) se completam 10 anos da tragédia na Fonte Nova, ocorrida no dia 25 de novembro de 2007, que matou sete pessoas que assistiam à partida entre Bahia e Vila Nova, após despencarem de uma altura de 20 metros com o desabamento de parte de uma estrutura de concreto do antigo estádio. Relembrando os momentos de consternação, o locutor Silvio Mendes, que estava no local quando o incidente aconteceu, criticou a não condenação dos responsáveis em entrevista à Rádio Metrópole. Ele também afirmou que a imprensa já havia alertado do perigo da área que desabou. De acordo com ele, semanas antes, o local ficou interditado, porém, no dia do jogo, foi liberado para comportar o público.

"Ali ficava a torcida do Bamor. A gente brandava que tinha que fechar ali, e fizeram vistas grossas e levou essa situação catastrófica em 2007. Em jogos anteriores, aquela parte ali já havia sido interditada, muito antes, semanas antes, mas já tinha sido. Depois de muito tempo eu soube. Segundo me informaram, que por uma pressão por causa do jogo Bahia e Vila Nova, eles abriram aquele espaço pro jogo. Um espaço que tava interditado, para comportar o público. E deu o que deu. E justamente naquele lugar abriu o buraco e o povo foi la pra baixo", disse.

Ele relembra ainda que um momento que deveria ser de alegria para os torcedores, em um partida que marcava o acesso do Bahia para à Série B, acabou sendo um motivo de grande tristeza. "Foi em um jogo que o Bahia cozinhava em banho-maria. A festa tava armada para 60 mil pessoas. Ninguém entendia nada. Eu tava no jogo comemorando o que seria a conquista, voltando a série B. De repente veio a notícia triste, que dezenas de pessoas ficaram feridas, e várias pessoas caíram lá embaixo onde fica o Dique. Foi uma coisa consternadora", relembra.

Homenagem

Silvio Mendes confirmou que haverá uma homenagem feita pelo Bahia, no próximo domingo (26), na partida contra a Chapecoense.

"Os torcedores vão entrar com uma tarja preta para homenagear as vitimas da tragédia e da Chapecoense. Acho que muita justa mas não vai tirar a dor, mas que é reconhecimento, é. Mas somente o Bahia se preocupou com isso", contou.Metro 1


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