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Alan Sanches pede que Governo pague os R$ 9 milhões que deve ao Martagão Gesteira

 O deputado estadual, Alan Sanches (DEM), vice-presidente da comissão de Saúde e Saneamento da Assembleia Legislativa, em discurso em plenário, conclamou que o Governo do Estado, através da Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), encontre uma alternativa de honrar com a dívida de R$ 9 milhões que tem com o Hospital Martagão Gesteira, de forma que o atendimento não seja suspenso. De acordo com o demista, informações chegadas a ele dão conta que a Sesab tem mais serviços contratados que recursos para financiá-los e tem feito o pagamento por rodízio, escolhendo um prestador por mês, com isso as entradas do fluxo de recursos do Martagão, um hospital pediátrico, que atende 100% pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem piorado a cada mês.

“Para se ter ideia, nos últimos dois meses teriam recebido apenas 30% do que produziram, com um total de mais de R$ 9 milhões a receber e sendo assim, não há boa ação que sustente esse atraso, o que significa que o hospital pode fechar as portas a qualquer momento até mesmo por falta de materiais, já que deve de fornecedores aos médicos”, alertou, complementando que: “os gestores vão para o Ministério Público Estadual, assinam Termo de Ajuste de Conduta, sentam para negociar, mas tudo depois não passa de engodo e, com isso, a população mais uma vez pagando alto preço”.

Por fim, Alan Sanches reforça que, infelizmente, a situação se estende a outras importantes unidades, comprometendo cada vez mais a saúde pública do estado. O Hospital Santa Tereza, em Ribeira do Pombal; Dantas Bião, em Alagoinhas e Carvalho Luz também estão com seus funcionários sendo penalizados. Na lista podem entrar ainda: o Hospital Geral II e as maternidades.

 

“Essa lista só prova que não existe o devido compromisso em um setor que trabalha diretamente com vidas humanas. Os funcionários do Santa Tereza já estão há quatro meses sem receber e para fechar o ciclo de absurdos os terceirizados do Carvalho Luz receberão seus salários atrasados com redução de 25%. Ou seja, se algo não for feito a saúde pública na Bahia entrará em colapso”, lamentou, pedindo sensibilidade por parte dos envolvidos para que uma solução venha o quanto antes.


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