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Geddel pede o direito de saber quem o traiu

A defesa de Geddel encaminhou ao ministro Edson Fachin, do STF, um pedido: quer saber o número do telefone da pessoa que ligou para a PF informando sobre os R$ 51 milhões do apartamento na Graça. Ou seja, simplesmente quer saber quem o traiu. Nas rodas de convivas de Geddel nas altas rodas de Salvador já muito especulou-se sobre o possível informante, e, a partir de alguns humores ou derrapadas, produziram-se até alguns suspeitos.

Há a tese de que a PF já vinha monitorando Geddel, e ela própria encontrou o mapa da mina. Mas nem Geddel nem os amigos dele aceitam. Acham que há delator.Atualização contábil — Aliás, os R$ 51 milhões ficaram na mídia carimbados, mas é mais dinheiro. Quando foram convertidos os dólares em reais deu R$ 54 milhões.

Só deu Luislinda

Só deu a ministra Luislinda Valois nas redes sociais, com essa de estar numa situação análoga à dos escravos porque só ganha R$ 33 mil, e não os R$ 61,4 mil que ganharia se pudesse acumular os salários de desembargadora aposentada e de ministra.

Nas redes, lembram que ao ser nomeada ministra dos Direitos Humanos pelo PSDB, sob as bênçãos de Aécio Neves com aval do tucanato baiano, já não somava nada em termos de votos, agora tira.

Tese escrava — A carta por ela enviada ao governo solicitando o direito de ganhar os dois salários (pedido do qual desistiu) tem 207 páginas. E faz farta alusão à problemática da escravidão, evocando até a Lei Áurea.

O movimento negro soltou nota dizendo que Luislinda não o representa, até por ser ministra de um governo que luta até para acabar o combate ao trabalho escravo.

"Eles querem o queridinho Lata-Velha Reformada do sistema! O medo deles tem nome e não é o corrupto!"

Jair Bolsonaro, no Twitter, referindo-se a Luciano Huck ao queixar-se da revista Veja, que botou ele e Lula na capa com o título 'A política que assusta'

"Os investigados viraram vítimas e os investigadores é que estão sendo investigados"

Randolfe Rodrigues, senador da Rede do Amapá, sobre a CPI da JBS.

Inversão de prioridades

Fabrício Oliveira, conselheiro federal da OAB pela Bahia, diz que a intenção do TJ de ampliar o número de desembargadores em mais 10 é 'uma inversão de prioridades'.

Ele recorre a dados do CNJ mostrando que o gargalo do Judiciário baiano está no primeiro grau, onde 83,9% dos processos ficam parados por falta de juízes ou servidores.

Juízes de menos — Fabrício aponta também que, ainda segundo o CNJ, o TJ da Bahia tem gastos orçamentários superiores em 74,8% aos de Pernambuco, mas um número de magistrados maior em apenas 9,7%, e de servidores em 29,5%.

– Isso revela que há despesas demais para juízes e servidores de menos. Não são novos desembargadores que vão solucionar o caos na primeira instância.

POUCAS & BOAS

O deputado Paulo Azi (DEM) pediu ontem à Polícia Federal que investigue os responsáveis pelos incêndios na Secretaria da Infraestrutura de Camaçari. Já são três este ano. Ele diz ter gente que não quer que se investigue algo por lá.

O Diário Oficial da União publicou ontem a lei que reestrutura a Ceplac, abrangendo suas atividades para a assistência às empresas agroflorestais, além de trabalhar em parceria com as universidades da área. Ou seja, as indústrias de celulose que atuam no sul da Bahia também serão beneficiadas.

POLÍTICA COM VATAPÁ

Conhecimento de causa

Ano 1965. Severo Gomes, ministro da Agricultura de Castelo Branco, foi a Feira de Santana tratar do plano do governo para o Nordeste no terreno agrícola.

Foi recebido festivamente pelo prefeito Joselito Amorim, que a ditadura botou no lugar de Chico Pinto, eleito em 1962, derrotando João Durval Carneiro, e cassado em 1964.

Fim de solenidade, conversa entre amigos, alguém ofereceu a Severo uma cachaça com a ressalva:

– Quero ver o senhor dizer de onde é essa aí.

Severo bebeu, disparou:

– Januária legítima!

– Acertou!

Alguém lá comentou:

– Vá entender de agricultura assim na pqp. O cara sabe até de onde sai o álcool da cachaça que ele bebe.

Num canto, um amigo cochichou para João Durval, na época prefeiturável (acabaria ganhando no ano seguinte):

– Eu acho que ele entende muito, mas é de cachaça...


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