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Deputados Federais , dentre eles,"RURALISTAS", que votaram a favor de Temer, deverão ser punidos nas urnas

Por ANTONIO MASCARENHAS

Convenhamos que seria motivo de satisfação para todos nós, cidadãos de Santo Antonio de Jesus ou de qualquer outro município deste pais, o recebimento de eventuais obras "canalizadas" por deputados federais que, em atendimento às suas bases de apoio, apresentassem  emendas impositivas para realização de obras, significando "a priori", não apenas estreitamento dos parlamentares mas, sobretudo, a certeza de que estariam, deveras, atendendo compromissos de campanha assumidos. 

Acontece, porém, que toda uma gama de satisfação, de regozijo, infelizmente, dá lugar à "indignação" no momento em que fica constatada a postura gananciosa de determinados parlamentares que, nitidamente focados na satisfação de seus interesses, negociaram seus votos para manutenção do presidente Temer no poder, à custa do cerceamento draconiano dos direitos da classe trabalhadora, principalmente dos segmentos que mais sofrem com práticas de trabalho escravo, nas carvoarias, nas plantações de cana, na indústria de construção civil e por aí afora. 

PRESIDENTE TEMER "AFAGOU A BANCADA "RURALISTA"

O presidente Temer, literalmente, afagou deputados ruralistas e do "baixo clero", nas acusações por crimes de corrupção passiva a ele imputadas pela PGR e STF. Jantares foram oferecidos para que "costuras" fossem alinhavadas no intuito de barrar o prosseguimento de tais pleitos. Além disso, procedeu demissões temporárias de ministros detentores de mandatos para que, na Câmara, engrossassem sua base de apoio. Em que pese a possibilidade de vitória, graças a essas artimanhas, o governo precisava de um placar mais "elástico" para sinalizar à base, em torno da famigerada "reforma da Previdência Social". 

Nessa troca de favores, cerca de 1, 8 bilhões de "gentilezas" foram concedidas, através de emendas, aos deputados aliciados, para que fosse barrada a segunda denuncia na Câmara. Temer investiu, portanto, pesado na liberação de recursos para obras direcionadas por deputados federais nos municípios. Além disso, procedeu diversas nomeações no segundo escalão do governo, bem como concessão de "agrados" específicos para as bancadas da Câmara, em especial, a "ruralista' (mais de 150 parlamentares). 

AGRAVAMENTO DO TRABALHO ESCRAVO

Para garantir apoio de mais de 150 deputados "ruralistas", ou seja, aqueles que defendem seus interesses na agroindústria, o presidente resolveu, em troca dos votos que acabaram livrando seu pescoço, atender a uma antiga "demanda" do grupo, ao publicar uma portaria que flexibiliza as regras de fiscalização do trabalho escravo (felizmente suspensa através de liminar da ministra Rosa weber, do STF). Tomara que essa medida não seja derrubada, logo após. 

Em tal portaria, o texto transfere a decisão de publicar a "lista suja" (aquela em que figuram empregadores como fomentadores de trabalho escravo) ficara a mercê de decisão do Ministério do Trabalho. Antes, a prerrogativa era da área técnica. Além disso, o conceito de trabalho escravo também foi limitado, estabelecendo que a definição dever ser aplicada, apenas, quando houver "restrição à liberdade de locomoção". (Brincadeira...!).

OUTRAS "BENESSES" CONCEDIDAS

Além disso, a bancada ruralista conseguiu concessões para refinanciamentos milionários de dívidas existentes, bem como descontos para multas ambientais. Pelo menos 76 empresas pertencentes a deputados ruralistas foram beneficiadas. A tropa de choque do presidente chegou a ficar regozijada ao afirmar que "surrou" a oposição. Oposição que, na verdade, preferiu ficar ao lado da população e, em especial, das classes menos favorecidas do país.

PAPEL DA IMPRENSA QUE, DEVERAS, REALIZA UM TRABALHO EM PROL DA CIDADANIA

Muito mais do que a busca incessante de "cliques" por parte de determinados segmentos da imprensa, é imperativo que todos estejamos imbuídos no desenvolvimento de um trabalho que priorize o exercício da cidadania, a inclusão social e a garantia dos direitos. Todos aqueles que se inserem na seleta lista de formadores de opinião tem que, necessariamete, levantar a bandeira em prol dos interesses coletivos. Votar pela permanência de Temer não foi apenas um retrocesso politico. Foi, principalmente, cultural. Pais, educadores, imprensa, principalmente, devem levantar a bandeira em prol da moralização em nosso país. Esse texto tem por objetivo gerar reflexões sobre até que ponto balizamos nossas satisfações, no momento em que devemos nos colocar no lugar daqueles que, deveras, são os mais oprimidos no seio de uma sociedade, infelizmente, não é igualitária. Inserção de imagens divulgação, meramente ilustrativas, Google. 


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