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EMOÇÕES NO TRABALHO: pesquisa com servidores públicos municipais, em S.A.JESUS 

 Elen Mota de Sousa  (psicóloga)

Você já parou para pensar em como as emoções são importantes em sua vida? Elas têm fundamental papel na mediação das nossas relações em diferentes conjunturas, seja ela familiar ou no trabalho. Para construirmos e conservarmos boas relações, bem como promover nosso bem-estar em diferentes situações, necessitamos aprender a regular nossas respostas emocionais, uma regulação ineficaz resulta prejuízos que podem causar inúmeros transtornos em nossas vidas. 
No ambiente de trabalho, a razão sempre fora benquista, era o fator de otimização do desempenho do trabalhador, enquanto os afetos eram menosprezados e mal vistos. “Aqui não é lugar pra isso. Deixe suas emoções lá fora!” – Dizia o chefe a seus funcionários.  
Para muitos, elas eram consideradas como altamente desorganizadoras e disfuncionais. Mas como nós humanos podemos nos relacionar com outros sem nossas emoções? Não somos máquinas e são nossos afetos que nos definem humanos, só precisamos desenvolver estratégias para regulá-los e adaptarmos às situações.  É bom lembrar que apenas as competências técnicas já não são suficientes para o exercício profissional, as organizações necessitam cada vez mais de pessoas que saibam gerenciar suas emoções e lidar habilmente com as dos outros. É nesse panorama que a inteligência emocional juntamente com a regulação das emoções tornaram-se pré-requisitos para um desempenho profissional de destaque.  
Diante desse panorama, foi desenvolvida no período de maio a setembro de 2017, com servidores públicos municipais, uma pesquisa sobre emoções no trabalho. A amostra foi de 196 servidores, sendo 74.3% do sexo feminino e 25.7% masculino, com faixa etária dos 18 aos 60 anos, segue abaixo as principais considerações.  
A maioria dos participantes relatou que às vezes ou sempre podiam expressar suas emoções no local de trabalho, apenas 7.2% informaram nunca expressá-las nesse ambiente. Podemos supor que na organização investigada seus colaboradores gozam de certa liberdade para externar suas emoções, favorecendo a criação e manutenção de um clima organizacional saudável. Além disso, 92.6% dos sujeitos da pesquisa afirmaram que conseguiam controlar seus afetos. Esse autocontrole é indicativo de qualidade nas relações no trabalho, inteligência emocional e bem-estar. 
Uma porcentagem significativa, 58%, considerava ter plena consciência de sua experiência emocional, demonstrando que a amostra aparentava possuir uma boa base para regular suas emoções.  
Muitos relataram às vezes ou sempre esconderem suas emoções quando estão no trabalho. Ao escondermos nossas emoções, exibindo uma que não estamos vivenciando, pode gerar enorme desgaste por fingir o que não se sente, principalmente quando essa estratégia torna-se algo automático e rotineiro, sendo prejudicial ao bem-estar do trabalhador.  
Quando aprendemos a regular nossos afetos de forma consciente e adaptativa temos inúmeros benefícios, maior sensação de bem-estar, equilíbrio nas interações sociais, autoconhecimento, etc. Reconhecer e administrar nossas emoções tornar-se essencial para melhorar a qualidade de nossas relações e manutenção de nossos vínculos.  
1 texto baseado nos resultados do trabalho de conclusão de curso de pós-graduação em Gestão de Pessoas e Psicologia Organizacional, sobre estratégias de regulação emocional nas organizações realizado pela autora com servidores públicos municipais, sob a orientação do Profº Alfredo de Morais Neto.  
Referências:  
GONDIM, Sonia Maria Guedes. BORGES-ANDRADE, Jairo Eduardo. Regulação Emocional no Trabalho: um Estudo de Caso após Desastre Aéreo. Psicologia Ciência e Profissão, 2009, 29 (3), 512-533.  
HOSCSCHILD, A. R.. Emotion work, feeling rules, and social structure. American Journal of Sociology, 1979 (85), 551-575.  
Elen Mota de Sousa  
Psicóloga (CRP 03/13.585) formada pela UFRB, possui Licenciatura em Geografia pela UNEB, Pós-graduanda em Gestão de Pessoas e Psicologia Organizacional. Psicóloga clínica do serviço social da Sociedade Espírita José Petitinga e Servidora Pública Municipal de Santo Antonio de Jesus (lylisousa@hotmail.com) . Inserção de imagens, Antonio Mascarenhas (www.tvsaj.com.br)

 


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