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NÓS... as "crianças" do amanhã

 

Por ANTONIO MASCARENHAS

A comemoração ao "Dia da Criança" teve sua origem na década de 1920. Logo após a realização do 3o. Congresso Sul Americano da Criança, o deputado federal Galdino do Valle Filho apresentou projeto de lei estabelecendo a comemoração. Em 05/11/24, o então presidente Artur Bernardes assinou o Decreto 4867 estabelecendo a data de 12 de outubro como o "Dia da Criança" em todo o pais. Em meados de 1950, a Fábrica de Brinquedos Estrela, em parceria com a Johnson & Johnson lançou a campanha "Semana do Bebê Robusto". Com o sucesso de vendas, nos anos seguintes, o evento foi rebatizado para "Semana da Criança".

O "DIA DA CRIANÇA" E O MERCANTILISMO

A indústria e o comércio tiveram a capacidade de, à luz dos números sempre crescentes, procurou transformar essa data num importantíssimo gancho econômico, de maneira que pudesse auferir lucros. Procurou, ao longo desse tempo, atender a à procura, por conta do aflorar das emoções que passaram a invadir os lares, no momento em que os pais procuraram contemplar seus pupilos com brinquedos lúdicos e educativos. De posse dessa receita, novos inventos, novas tecnologias, de maneira que os produtos se tornassem mais atrativos em prol da demanda fosse cada vez mais crescente. Nasceu, assim, todo o incremento comercial em torno da data, estendendo até os dias atuais, sempre com grande incremento nas vendas. 

NECESSÁRIAS REFLEXÕES

Por outro lado, o "Dia da Criança" não deve ser visto, apenas, como uma data em que esses seres humanos em formação recebem presentes e mais atenção por parte dos pais. Longe disso, além de todo carinho e proteção necessários, é imperativo que pais, educadores e a sociedade como um todo possa ver a criança como" a semente do amanhã" no seio de uma sociedade plural, em constante mutação e em meio a costumes, muito dos quais, "fúteis e voláteis", de maneira que o constante monitoramento é imprescindível para que essas crianças possam absorver conhecimentos que, deveras, possam contribuir para uma formação engrandecedora. Mais do que presentes lúdicos, seja nos estados do norte e nordeste deste país, seja em diversos rincões do palneta, a exemplo do continente africano, as crianças precisam muito mais do que isso: alimentos, saúde, educação, conforto, proteção, garantia de direitos. 

POR QUE ESTAMOS JUNTOS, TODAVIA, TÃO DISTANTES

É bastante comum verificarmos, numa lanchonete, num restaurante do centro de Santo Antonio de Jesus ou em qualquer outro lugar no mundo afora, famílias que, em que pese estarem na mesma mesa, "literalmente" separados no que concerne às conversas ali travadas. Isso por que, com o avanço das tecnologias portáteis (smartfones, tablets, etc) e a proliferação das redes sociais, verdadeiras "ilhas" acabam sendo formadas, mesmo num pequeno espaço de concentração. O ideal é que, em que pese essas facilidades de comunicações, as pessoas, principalmente, no seio da família, possam se concentrar mais. Seja nos diálogos, seja nas brincadeiras, por parte de crianças e adolescentes. Essa troca, esse corpo a corpo é muito importante para que vínculos sejam fortalecidos. 

NÓS...AS CRANÇAS DO AMANHÃ

Consubstanciado na premissa de que, todos, percorremos a mesma trajetória na "timelife" de nossas existências (nascer, desenvolver e, por último, o perecimento), trilhamos, no início de nossas existências as incertezas, as dúvidas tão comuns nessa primeira fase de coexistência humana. Com o passar dos anos, a adolescência e a absorção paulatina de conhecimentos e, naturalmente, confiança para o enfrentamento de uma série de situações que possam nos levar ao patamar mais elevado, no âmbito de nossos anseios. Com a maturidade, o descortinar das realidades que nos proporcionam a leveza de contemplar novos horizontes, com a certeza de que, tal qual no início, votaremos a sorrir, a chorar, a nos emocionar sem qualquer tipo de ressentimento e na certeza de que fazemos parte de uma sociedade onde, deveras, o "eu" faz parte de um grande todo.

HÁ, SIM, ESPERANÇA DE UM MUNDO MELHOR

Há, sim, esperança de um mundo melhor. A esperança de voltarmos a "a ser crianças". Não aquelas crianças desligadas do mundo, inertes,  mas aquelas destituídas das degenerativas carga de preconceitos, ressentimentos, máculas. As crianças que, de fato, possam sorrir. Mas será que todos estaremos preparados para esse redirecionamento? Até que ponto, lá na frente, teremos a capacidade de entender o sentimento das pessoas. Para que isso seja possível, é imperioso que possamos irrigar nossa trajetória existencial, sendo receptivos, pacientes e detentores da capacidade de perdão. Nada será impossível se, dentro de cada um de nós, pensamentos construtivistas sejam sejam os alicerces das ações enaltecedoras. Não poderíamos deixar que uma data como essa passasse incólume, sem esboçar nossa modesta opinião sobre essa importante data, num chamado para que, todos nós, possamos fazer nossas reflexões. Por Antonio Souza Mascarenhas.Inserção de imagens divulgação Google

 


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