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"As malas de dinheiro que sacodem a Bahia": Polícia poderá tentar descobrir eventuais desdobramentos do esquema de Geddel

Geddel entra para a história muito ao inverso do que pretendeu. Queria ser astro top da política baiana. Acabou como protagonista da maior apreensão de dinheiro da história do Brasil: R$ 51 milhões num apartamento. Geddel Vieira Lima sempre sonhou ser governador da Bahia. Achava que era uma questão de tempo. Açodado, rompeu com Jaques Wagner em 2009, quando teria em 2010 uma vaga certa para o Senado, mandato ainda em vigor, hoje com Walter Pinheiro. 

Queria o lugar de Wagner. Em 2014, juntou-se a ACM Neto. Mais uma vez queria o governo, mas os pefelistas resistiram e impuseram Paulo Souto. Foi ao Senado, ficou sem mandato. Pensou-se que ele ressurgiu das cinzas com o impeachment de Dilma e chegada ao poder do amigo Michel Temer. Tornou-se ministro de Governo, cargo importante. O poder que parecia a luz foi o começo do fim, quando trombou com o ministro da Cultura, Marcelo Calero, por causa de um prédio na ladeira da Barra.R$ 51 milhões em casa guardado em malas é de arrasar. 

Amigos sorumbáticos 

Se Geddel preso em casa já era preocupante para os amigos dele, agora degringolou. O clima ontem entre os aliados depois que a operação das malas estourou era sorumbático. Ninguém a falar, todos a lamentar. Politicamente, se antes estava moribundo, agora foi cremado. E pessoalmente, o futuro que se avizinha é turbulento. Até agora Geddel foi a maior baixa na política baiana. Em 2010, governadorável numa tentativa de carreira solo. Em 2014, senadorável junto com Paulo Souto. 

Perde mais ACM Neto, que tinha no PMDB, com Geddel na liderança, o principal aliado fora do campo do carlismo tradicional. Seja como for, entre os peemedebistas, o clima foi de velório e entre os demais, mesmo adversários, de perplexidade. R$ 51 milhões num apartamento é novidade digna dos lances mais espetaculares da Lava Jato. E o pessoal da Lava Jato diz que é só o começo. Ou seja, a ponta do novelo. 

O Tesouro

Tesouro perdido, o nome que a PF deu para a operação que chegou às malas de dinheiro, sugere que os policiais já foram lá sabendo. Ou seja, houve investigação prévia.  Levi Vasconcelos. Coluna Tempo Presente do Jornal A Tarde.Inserção de imagens divulgação, Google e pós-título,Tvsaj. Matéria. A Tarde


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