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'Volta Wagner': Rui desconversa, porém não deve ignorar movimento

O governador Rui Costa (PT) insiste na tese de que não pensa nas eleições 2018, porém deveria ficar atento ao chamado movimento “Volta Wagner”, tornado público pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Marcelo Nilo (PSL), e pelo atual gestor, Angelo Coronel (PSD). Rui minimizou as declarações de que líderes da base aliada clamavam pelo retorno de Jaques Wagner como candidato no próximo ano e disse estar preocupado apenas em trabalhar, deixando margens a interpretações diversas sobre o que estariam fazendo Nilo e Coronel.  Apesar de bem avaliado, o governador tem uma dificuldade latente, exposta por diversos interlocutores, em fazer política.

A frieza a que se referiu Coronel não é novidade no burburinho político. Rui é duro nas falas desde que foi alçado a condição de secretário da Casa Civil de Wagner e, mesmo que tenha evoluído exponencialmente, ainda é alvo de comentários nas coxias de que das muitas maneiras de dizer “não”, escolhe algumas que não afagam o ego de aliados. Política se faz nas conversas, que incluem atender pleitos e negar pleitos. A forma dessas negativas é um dos incômodos dos parlamentares – e também de prefeitos e líderes do interior do estado. O perfil centralizador, que diminui a autonomia de auxiliares, também conta negativamente para que Rui obtenha simpatia daqueles que deveriam ter o governador a preço alto. Nilo e Coronel já há algum tempo não nutrem tanta empatia pelo governador e escancaram isso com as declarações do “Volta Wagner”.

Têm razões diversas para tanto, que vão desde a zanga de Nilo com a perda de prestígio frente à perda do cargo de presidente até a estratégia de Coronel em ter um Legislativo forte para, de alguma forma, equilibrar as forças com o Executivo – haja vista que no plano federal o Congresso Nacional consegue ter um presidente de refém, enquanto na Bahia a situação é ao contrário. O ex-governador Wagner, experiente e astuto, deve falar pouco sobre o tema, afinal não existe razão para negar boato a favor.

E Rui deve seguir minimizando qualquer movimentação política como se ele próprio não tivesse planos futuros. Ele não deve esquecer, todavia, que os planos futuros devem incluir liderar o grupo político a que pertence. E que ninguém é líder apenas de si mesmo. Este trecho integra o comentário desta sexta-feira (11) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Irecê Líder FM e Clube FM


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