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Comércio de Cachoeira esquenta com a realização da Flica 2016

Enquanto escritores famosos como Antonio Prata, Ana Maria Machado, Mary Del Priore e o colombiano Juan Gabriel Vasquez, estiveram anteontem na edição da Flica - Festa Literária Internacional de Cachoeira para participar dos debates que acontecem todos os anos no evento, no Claustro do Convento do Carmo, fora dali há também uma enorme movimentação, provocada por turistas e profissionais das letras que vão até a cidade para se divertir ou divulgar seu trabalho.

A paulista Joy Sales, 28, chegou a Cachoeira há cerca de três meses, alguns dias antes da festa de Boa Morte. Ela, que vivia em São Paulo, veio morar na Bahia em busca de uma vida mais tranquila, junto com a namorada, que costura as roupas que vendem numa barraca montada na praça perto do Cine Theatro Cachoeirano, onde estão outros comerciantes.

Nesses quase três meses, venderam mais de 20 vestidos e blusas por R$ 50 cada um. Agora, restam cerca de 10 peças. “Viemos para Cachoeira por causa de eventos como o CachoeiraDoc (festival de documentários), a Boa Morte e a Flica, que é o mais movimentado dos três”, diz Joy, que é também cantora. Ao lado dela, está outro artesão, Ira Santos, 32, que vive em Salvador e chegou a Cachoeira na quinta-feira, quando começou a Flica.

“Lá em Salvador, costumo vender meus artigos em alguns eventos. Em breve, vou ter um boxe num shopping popular e deixo meus produtos para vender numa loja do Pelourinho. Mas gosto de ir pra outras cidades para divulgar meu trabalho e fazer contatos, que é o mais importante”, diz Ira, que vende bijuterias por preços que vão de R$ 10 a R$ 50. O artesão fica em Cachoeira até hoje, quando termina a Flica. Mesmo decepcionado com o movimento abaixo do esperado, Ira diz que deve voltar em 2017.

É claro que os escritores independentes também aproveitam o evento literário para se divulgar. O sergipano José Bezerra Lima Irmão, 69, é bacharel em Direito e auditor fiscal em Salvador. Chegou a Cachoeira anteontem, com alguns exemplares do livro Lampião, a Raposa das Caatingas, lançado em 2015 e bancado por ele mesmo.

O calhamaço de mais de 700 páginas exigiu 11 anos de pesquisa, também financiada pelo próprio escritor. “Aos 58 anos, descobri um livro sobre Lampião escrito por um americano. Aí, pensei: ‘Se ele sabe tanto sobre Lampião, por que eu, que sou nordestino, não sei?’. Aí, li uns 300 livros até escrever o meu. E fiz mais de 30 viagens pelo Nordeste, passando por povoados e fazendas onde ele passou”.

Só não peça a José para definir se Lampião é bandido ou herói: “Eu não sou juiz. Eu sei é que ele foi um cangaceiro”, diz, com um forte sotaque que não nega suas origens. A Raposa das Caatingas já teve as suas duas primeiras tiragens - de mil exemplares cada - esgotadas. Na banca, o livro está sendo vendido a R$ 50, uma grande oportunidade, já que nas livrarias (como a Saraiva, em Salvador) chega a R$ 90. “Escrevi esse livro, mas não foi para ganhar dinheiro. Foi mesmo para divulgar a vida de Lampião, porque quem ganha dinheiro com livro é best-seller, como Paulo Coelho”, diz o auditor fiscal.

Só não peça a José para definir se Lampião é bandido ou herói: “Eu não sou juiz. Eu sei é que ele foi um cangaceiro”, diz, com um forte sotaque que não nega suas origens. A Raposa das Caatingas já teve as suas duas primeiras tiragens - de mil exemplares cada - esgotadas. Na banca, o livro está sendo vendido a R$ 50, uma grande oportunidade, já que nas livrarias (como a Saraiva, em Salvador) chega a R$ 90. “Escrevi esse livro, mas não foi para ganhar dinheiro. Foi mesmo para divulgar a vida de Lampião, porque quem ganha dinheiro com livro é best-seller, como Paulo Coelho”, diz o auditor fiscal.* O repórter viajou a convite da iContent, correalizadora da Flica. Correio da Bahia


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